eutanasia

 

 





Uma morte digna e humana

Um médico, professor numa prestigiada faculdade de Medicina, dirige-se aos seus alunos. Fala-lhes da necessidade de manter a mente aberta e de rever velhos clichés que a passagem do tempo ameaça declarar obsoletos. Fala-lhes, em suma, da necessidade de a humanidade e, em concreto, a profissão médica, começem a aceitar a ideia de uma morte digna e, mais do que isso, libertadora, em alguns casos limite.

Para convencer o seu auditório, o médico cita-lhes um caso real, de um dos seus pacientes, precisamente aquele que o fez repensar as suas opiniões sobre a eutanásia:

– Reparem, o meu doente não funciona por si próprio: não fala, não entende nada do que lhe dizem, sofre terríveis depressões, acessos incontroláveis de choro, que às vezes duram minutos ou até horas, com grandes espasmos de dor. Incontinente do aparelho urinário e dos intestinos, precisa que lhe mudem continuamente a roupa. A sua digestão é problemática e é rara a vez que não termina em vómitos.

Sinceramente, isto é vida? Não seria melhor libertar o meu doente do seu horror e a sua família do sofrimento de estar pendente de uma pessoa assim, com a qual é impossível conviver?

O professor submeteu a sua proposta à votação e a maioria dos alunos presentes, após se referirem à eutanásia activa, passiva e esboçarem uma série de considerações, decretaram que sim, que o mais humano era libertá-lo do seu horror.

O professor, então, empenhou-se em mostrar uma fotografia do paciente. Introduziu um diapositivo na máquina e todos os presentes puderam contemplar, no quadro de projecção, um bebé de seis meses, rechunchudo e saudável.

 

Não, não é brincadeira. Isto aconteceu numa aula da Faculdade de Medicina da Universidade de Navarra, quando muitos alunos já se tinham decidido pela tese humanista: libertar a criatura dos seus sofrimentos e dores.

 

O evento foi traduzido em imagens pelo jornalista Pablo Caruso, na cadeia de televisão da Madre Angélica, EWTN, no programa "Pode-se", recebido por cabo ou na internet (www.ewtn.com). No fim, Caruso explicava que tudo na vida depende do amor que se põe nas coisas e que a pessoa nunca se pode considerar, nem no início, nem no fim da vida, como um empecilho ou alguém incapaz de produzir e de colaborar.

Sobre Lena

Tenho muitas paixoes, mas a principal é viver
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4 respostas a eutanasia

  1. Unknown diz:

    olá Helena!Sem dúvida um tema muito bem tratado aqui no teu blog. Nós os profissionais de saúde, não conseguimos deixar de pensar nele diariamente. Foi uma forma original de expôr o problema, a desse professor. Eu própria costumo questionar-me e formular o problema aos alunos da seguinte forma: se nós plantamos uma sementinha ou uma batata de uma planta,… cuidamos dela um mês ou dois, ela gratifica-nos com uma flor que dura á volta de 15 dias e, seguidamente morre, o processo no total foi 3 ou 4 meses… Então porque não prolongar a vida das pessoas nem que seja por mais um dia?Felizmente em Portugal, também fazemos tudo por manter a vida dentro do que é razoavel e possivel.Parabéns pela forma como trouxeste para aqui o tema.um beijoDia

  2. Fernando diz:

    olá Helena. Eu sou a favor da eutanásia desde que pedida pelo próprio. O filme Mar Adentro (ainda não o vi, mas disseram-me), trata muito bem o problema daquele cidadão espanhol de que tb não me recordo o nome, que durante longos anos, pediu que lhe fosse retirada a vida e o fizeram sofrer dezenas e dezenas de anos a contra-gosto, quando só podia mexer a cabeça. Foi um acto de amor quem lhe concedeu esse desejo, uma sua amiga, conforme a gravação gravada a seu pedido e que depois foi mostrada onde ele estava perfeitamente consciente do acto que estava a patrocionar. Mas espero voltar ao assunto, porque é um tema interessante de ser discutido os diferentes pontos de vista.

  3. Helena diz:

    como podes imaginar Fernando, trabalhando no meio da saude,nao sou favoravel a isso.De nossos dias existe varios tratamentos para abrendar a dor.Mas nao digo que a eutanasia nao existe,sim ela existe..uma pessoa sobre duas que morre em reanimaçao é devido a paragem de tratamento , é eutanasia passiva.Depois cada caso é unico, aconteceu em França um caso..foi uma mae que ajudou seu filho a morrer,foi pedido dele..pois ela foi julgada e o médico que o fez tb..e casos desses deve haver algums so que nao sao mediatisados.so sei uma coisa e disso tenho a certeza,que temos cada dia que passa aproveitar todos os boms momentos da nossa vida,pq ela é muito fragil e preciosa Helena

  4. Unknown diz:

    É bem verdade Helena… Temos de aproveitar cada momento da nossa vida e cuidar muito bem dela, ela é única e irrepetitivel.Voltei aqui e fiquei com vontade de falar de um caso que sucedeu no meu serviço…um sr de 40 e poucos anos a quem avida corria mal: muitas contas por pagar, como tal o casamento também não ia nos melhores dias e, uma doença num dos rins… Entrou em desepero e resolveu suicidar-se. Sacou da sua arma e disparou sobre ele…Com um excelente trabalho crúrgico conseguiu sobreviver… mas em consequência do que fez ficou com o outro rim afectado…Palavras do sr ao despedir-se de nós:- Agora renasci para a vida, vocês lutaram pela vida que eu tinha abandonado, deram outro significado á minha existência… Hoje passados cerca de 15 anos continua grato por estar vivo e sabes nem se lamenta de ter perdido o outro rim, diz simplesmente que é a marca do seu renascimento.Dia

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